domingo, 24 de julho de 2011

O que eu quero então?



Todo dia me pego curioso sobre o meu futuro, quero muito saber o que será de mim nos dias que se passarão com o tempo, mas quando paro para pensar sobre isso, hoje é a resposta do que eu perguntava ontem.

Quando pequeno eu queria crescer e saber que tipo de jovem eu seria, hoje eu sou a resposta da pergunta que me martelava há muitos anos atrás e eu não dou a mínima pra isso, sou a resposta das perguntas que eu mesmo faço e isso não tem nem um pouco do valor que aquelas perguntas que me martelavam.

Ontem eu me deitei imaginando como eu serei daqui a 10 ou 20 anos. Hoje eu sou o que eu imaginava há 7/8 anos atrás. Agora vejo quem eu imaginava, isso não me surpreende mais.

Daqui alguns dias farei 18 anos, os tão sonhados 18 anos. Nunca esperei por isso como o ápice da vida, mas sim em todos os limites que poderão ser quebrados com essa idade marcada pela sociedade. Serei eu certinho demais ou apenas alguém com medo?
Nunca me arrisquei demais, alias, sim, eu já me arrisquei, mas nada comparado a se jogar no mundo e ver no que dá. Esse não sou eu, não sou o tipo de pessoa que anda sem olhar se o chão esta bem sólido, cada passo com todo cuidado do mundo... Para que? Para cair no buraco mais camuflado e estar despreparado para fugir dali.

Se aquele garotinho de 10 anos que quando parou pra pensar sobre si descobriu que queria viver pela curiosidade de saber quem seria está aqui hoje, será que esse ser o agrada? Será que esse ser me agrada? Talvez sim, mas não o bastante, quero viver mais. Dessa vez, viverei para ser o que esse garoto de hoje, com medo de ter responsabilidades, gostaria de ver no futuro. Quero viver para ser o orgulho desse jovem que hoje escreve um texto questionando a si.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Escuro


No escuro é onde eu não vejo nada além de pensamentos, é onde eu reflito tudo. Quando estou no escuro minha vida inteira passa em vagos pensamentos aleatórios. 
Diante de tudo o que penso, as coisas que mais me afligem tomam destaque e nisso eu procuro alguma solução. E a solução sempre vem, mesmo que nem sempre eu possa utilizá-la.
Quando me deito, desligo tudo. Tudo o que é físico desaparece e então não há mais nada. Não vejo mais nada que seja real; meu mundo se torna imaginário. Abro os olhos e continuo fora de tudo. Só assim posso encontrar um pouco de paz.

As cores são vida, o Preto é ausência de cor.

domingo, 17 de abril de 2011

Algum dia eu espero realmente encontrar alguém como você.




Não convivo com você, mas você me passa uma imagem tão linda, tem um sorriso que me cativa e eu não consigo parar de pensar em você.
Apaixonado? Talvez esteja mesmo, sei que isso nos faz ver as coisas muito melhores do que o normal e é por isso que te agradeço. Se hoje eu tenho um motivo para sorrir, esse motivo é você.
            Uma ilusão, uma coisa boba que um dia passará. Sim, paixão passa se não fizermos virar amor, mas as lembranças de tudo nunca serão esquecidas.
            Todo histérico esperando você, só pra ter o prazer de olhar e saber que está ali, e eu gosto disso, gosto da sua presença, mesmo que seja longe, me faz feliz.



“Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too”

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Medo das Próprias Armas


O tempo passou e fui vivendo sem saber o que fazer, as opções eram arriscadas e não gostaria de perder aquilo que me fazia bem. Mesmo sabendo que poderia ficar melhor, só de pensar no pior eu já tremia.
Não sou corajoso o bastante para mudar as coisas a minha volta, preciso ser mais forte e isso ainda não é.
Quando não o vejo, nada parece acontecer, não sinto nada, desaparece. Quando uma pequena aproximação acontece, tudo vem a tona. Por mais que eu finja – ou apenas penso estar fingindo assim como todos a minha volta –, meu corpo não mente, meu corpo reage a tantas sensações, vendo ali a presença daquele ser que me ilude internamente, que nego toda vez que vejo isso fluindo e tomando todo o controle dos meus pensamentos, não tem jeito, o tremor me domina, os falsos sorrisos de quem tenta mostrar uma felicidade momentânea para não estragar a felicidade dos que ali realmente sentem, para não deixar claro o que esta acontecendo, mesmo ele sabendo e não fazendo nada a respeito.
Procurando um culpado de tudo isso, eu o culpo. Ele me provoca, ele me faz ter esperanças e ao mesmo tempo expõe que todo esse sonhar é em vão, pois não há chances de dominar aquele reino que hoje os enormes portões estão fechados e inacessíveis.
Na duvida, não faço nada. A vida continua, deixando fluir – já que não arrisco para não perder o que não tem – e nada muda. Porem na vida, querendo ou não, alguma mudança acontece e nessa eu devo estar preparado para não deixar de tentar.
Arriscar sempre vale à pena, as perdas conseqüentes são apenas perdas necessárias para conquistar o que quero.

domingo, 20 de março de 2011

O Mundo terá um fim? Mas a destruição não foi o começo de tudo?




Diversas vezes ouvimos especulações sobre como será o fim de nossas vidas, mas sem perceber nós mudamos nosso futuro durante o dia a dia. Sempre que crescemos -ou evoluímos, como prefiro, pois não é idade, é experiência- mudamos nosso estilo de vida. Nossa rotina muda, nossos afazeres mudam, tudo muda.
Se algo acontece em nossa vida, esse algo representa nada mais do que mudança. Porém essas mudanças do dia-a-dia na vida das pessoas e na sociedade estão sendo expostas com tanta ênfase que reagimos de outra forma.
O mundo já foi modificado diversas vezes por motivos variados e a nossa vida um dia teve inicio. Enquanto vivemos, ela vai modificando: sua forma, seus caminhos, tudo. Quantas formas de vida já sumiram e quantas formas já apareceram? A resposta pra isso é: várias. Então se várias espécies sumiram e várias apareceram, por que se preocupar com o fim dessa forma de vida que nós somos?
Acredito que se o fim um dia foi o começo, nada impede de que esse fim seja outro começo, o começo de uma nova vida, de um novo mundo, talvez.
Apenas vou seguir minha vida até que essa mudança aconteça e eu veja a que começo levou esse fim.


domingo, 6 de março de 2011

O Conhecimento de Si


E então aquela água que lhe confortava virou uma chuva de canivetes. Todo aquele calor que caía sobre seu corpo tornou-se lâminas a lhe cortar. Agora que não se tem mais o conforto do seu “canto” - o lugar onde parava pra pensar e refletir sobre sua vida -, já não tem para onde ir.
Após perder algo que lhe importava, se foi em busca de outro objetivo, porém, com um vazio, um vazio que não conseguia preencher.
 Toda vez que parava para lembrar-se das gotas que desciam por seus ombros, vinha-lhe a imagem daqueles filetes de gelo pontiagudos caindo e cortando sua sensível pele, abrindo seu corpo aos poucos. E então, depois de viver sua vida num lugar aconchegante, onde sentia segurança, onde se sentina inalcançável, ele encontra uma pequena casa de madeira. Ao entrar se depara com outro garoto. Os dois se observam “olho-a-olho”, ele tenta dizer algo, mas não consegue. O garoto, assim como ele, está assustado e apenas esperando alguma ação. No decorrer desta situação o garoto decide não fazer nada. Os dois, agora, parecem estar calmos e sentam-se em uma mesa, um de frente pro outro. Quando analisa a casa sem se importar com o outro garoto a sua frente e ao voltar os olhos para mesa, vê que o garoto o imita, antes não tinha percebido suas ações, mas agora mais calmo ele vê. O garoto o imita todo o tempo. Ele não consegue dizer nada, vê que o garoto não iria lhe fazer mal. Sem ter para onde ir, decide ficar ali com o pequeno observador.

Após algum tempo vivendo ali com o garoto que o imitava, ele decidiu chegar perto do garoto, pois queria conversar com ele, ter mais contato e não viver apenas o observando imitar-lhe com gestos nada perfeitos.
Agora ele se aproxima, vê o garoto mais perto, e abre os braços para tentar abraçá-lo e percebe, então, que na mesma hora o garoto faz o mesmo. Ele fica tão feliz por estar sendo correspondido que acelera o gesto, sua emoção é tanta que ele treme e vê o garoto fazendo o mesmo até que  descobre que não pode abraçá-lo, pois ele esta trancado em uma parede, da qual, até então, não sabia da existência. Seus corpos estão juntos, mas não podem se abraçar ou se sentir, muda o gesto e coloca sua mão junto a do seu imitador, ele como sempre, faz o mesmo e agora os dois estão com as mãos juntas porem separadas por uma parede. Nessa situação descobre que aquele garoto não passa de uma imagem refletida pelo espelho que ele não havia notado, nunca havia visto seu reflexo antes, então não percebeu que aquele que lhe fazia companhia, que lhe fazia feliz naquele espaço era ele mesmo. Foi quando percebeu que não precisava de mais ninguém para ser feliz além de si mesmo. O lugar não importa as pessoas não importam, nada importa quando se tem a si mesmo, quando enxerga a própria existência.

A Criação do seu Eu



Nós tentamos  todo dia ser pessoas melhores (até quando queremos ser piores, queremos ser o melhor que podemos naquilo), fazemos sempre algo pra conseguir nosso espaço. O problema é quando não conseguimos isso, nos sentimos deslocados do mundo, não encontramos nem o nosso próprio mundo, simples monte de matéria invisível que ocupa espaço, ignorados pelo mundo, criamos raiva até na felicidade dos outros, nos incomodamos com tudo, com todos. Quando queremos só um pouco de atenção, só um abraço, as pessoas não entendem isso e te deixam porque não enxergam o seu interior, não sabem o que você sente porque você ta ali feliz aparentemente, mas o seu interior te sufoca, te prende, te joga no chão e te bate nas paredes, más que paredes são essas? Que lugar é esse? Esse lugar é o nada, o nada onde você se coloca e o único que pode te salvar é você mesmo. Esse nada onde você se prende é o único lugar onde você é o mais poderoso, você é o dono de tudo, dono do seu nada, dono do nada que você está sendo.
Com o maior poder do seu mundo, você não sabe controlá-lo, você tem tudo em suas mãos, mas não os usa corretamente, é então quando você começa a destruir o mundo de fora, pois o seu nada já se expande para todos os lados, sua mente não suporta tanta pressão interna e é quando você se vê depressivo, se vê jogado literalmente no chão do seu quarto ou em um canto que você se sente confortável. Você não pode parar de viver, afinal, é o que te resta. E então um dia você se levanta, você se olha no espelho e se pergunta o por que de tudo aquilo, o por que de você estar passando por aquilo, mas não tem o que te responder, afinal quem fez isso tudo foi você mesmo.

Em um outro dia quando você se levanta mais uma vez, você abre a janela e vê aquela luz forte brilhando no seu rosto, você vai ao banheiro, se lava e se olha no espelho, se vê radiante apenas por ter dormido bem e confortável no seu ninho. Nesse mesmo dia você se sente forte pra combater o mundo, combater aquele mundo de nada que te destrói. Você tenta e se vê fraco novamente até que você encontra outra pessoa. Essa pessoa é você mesmo, seu outro eu. Esse Eu te mostra o quanto você esta perdendo, seu reino de nada se desmoronou e agora até o nada que você tinha, você não tem.Você quer fugir do inferno que você criou, procura mil e uma soluções e não consegue fazer nada. Ainda tem forças pra lutar, então no ápice do desespero você se lembra daquela luz que um dia teve e se fortalece de pouco em pouco, vai recriando uma força deslumbrante, uma energia enorme toma conta de você e é quando as pessoas sentem sua força e querem se aliar a você. Agora você é tudo o que você gostaria.Você é tudo que sempre quis ser, mas nunca imaginou ser e seu mundo de nada, virou o mundo dos seus sonhos. Agora as pessoas querem roubá-lo de você.

Limitação Interna





Às vezes limito-me de muitas coisas imaginando fazer o melhor por mim. Existem horas que paro e penso... Será que eu realmente faço o melhor pra mim? Como eu sei o que é melhor ou pior sem saber como é ou o que é?
Parado de frente ao espelho procurando respostas de mim mesmo, quanto mais fundo olho nos meus olhos, mais vazio enxergo. Ali está o vácuo criado pela minha mente que se reflete naquele pedaço de matéria que é a única coisa que me permite olhar pra mim em tempo real. Infelizmente o que está ali é apenas uma imagem imperfeita de mim. Eu, ali, frente a frente comigo mesmo procurando respostas.
Posso fazer mil perguntas que só eu poderia responder e, mesmo assim, de frente comigo, não consigo respostas.
Será que as respostas são realmente o meu problema? Ou será eu que eu não consigo fazer as perguntas certas? Afinal, como posso conseguir uma resposta de algo que nem consigo perguntar? 
Imagino que as respostas das perguntas mal formuladas da vida eu só conseguirei quando ficar frente a frente comigo mesmo, independente de imagem, no meu interior, por trás deste corpo que levanta todas as manhãs fazendo suas escolhas, indo por caminhos procurando um fim. Procurando um fim com medo do mesmo.
Talvez o que eu procure esteja aqui dentro ou por trás de mim, dos meus olhos.