Todo dia me pego curioso sobre o meu futuro, quero muito saber o que será de mim nos dias que se passarão com o tempo, mas quando paro para pensar sobre isso, hoje é a resposta do que eu perguntava ontem.
Quando pequeno eu queria crescer e saber que tipo de jovem eu seria, hoje eu sou a resposta da pergunta que me martelava há muitos anos atrás e eu não dou a mínima pra isso, sou a resposta das perguntas que eu mesmo faço e isso não tem nem um pouco do valor que aquelas perguntas que me martelavam.
Ontem eu me deitei imaginando como eu serei daqui a 10 ou 20 anos. Hoje eu sou o que eu imaginava há 7/8 anos atrás. Agora vejo quem eu imaginava, isso não me surpreende mais.
Daqui alguns dias farei 18 anos, os tão sonhados 18 anos. Nunca esperei por isso como o ápice da vida, mas sim em todos os limites que poderão ser quebrados com essa idade marcada pela sociedade. Serei eu certinho demais ou apenas alguém com medo?
Nunca me arrisquei demais, alias, sim, eu já me arrisquei, mas nada comparado a se jogar no mundo e ver no que dá. Esse não sou eu, não sou o tipo de pessoa que anda sem olhar se o chão esta bem sólido, cada passo com todo cuidado do mundo... Para que? Para cair no buraco mais camuflado e estar despreparado para fugir dali.
Se aquele garotinho de 10 anos que quando parou pra pensar sobre si descobriu que queria viver pela curiosidade de saber quem seria está aqui hoje, será que esse ser o agrada? Será que esse ser me agrada? Talvez sim, mas não o bastante, quero viver mais. Dessa vez, viverei para ser o que esse garoto de hoje, com medo de ter responsabilidades, gostaria de ver no futuro. Quero viver para ser o orgulho desse jovem que hoje escreve um texto questionando a si.

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