Às vezes limito-me de muitas coisas imaginando fazer o melhor por mim. Existem horas que paro e penso... Será que eu realmente faço o melhor pra mim? Como eu sei o que é melhor ou pior sem saber como é ou o que é?
Parado de frente ao espelho procurando respostas de mim mesmo, quanto mais fundo olho nos meus olhos, mais vazio enxergo. Ali está o vácuo criado pela minha mente que se reflete naquele pedaço de matéria que é a única coisa que me permite olhar pra mim em tempo real. Infelizmente o que está ali é apenas uma imagem imperfeita de mim. Eu, ali, frente a frente comigo mesmo procurando respostas.
Posso fazer mil perguntas que só eu poderia responder e, mesmo assim, de frente comigo, não consigo respostas.
Será que as respostas são realmente o meu problema? Ou será eu que eu não consigo fazer as perguntas certas? Afinal, como posso conseguir uma resposta de algo que nem consigo perguntar?
Imagino que as respostas das perguntas mal formuladas da vida eu só conseguirei quando ficar frente a frente comigo mesmo, independente de imagem, no meu interior, por trás deste corpo que levanta todas as manhãs fazendo suas escolhas, indo por caminhos procurando um fim. Procurando um fim com medo do mesmo.
Talvez o que eu procure esteja aqui dentro ou por trás de mim, dos meus olhos.

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